sábado, 13 de março de 2010

Planos

Desde o primeiro dia, há muitas semanas, eu sei, interessei-me pelo projecto desenvolvido pela minha cadeira de PM I. Pareceu-me extraordinário que alguém fosse mais obsessivo na organização de horários do que eu. E fiquei maravilhada pelo mundo que nos foi introduzido: planos de trabalho, avaliação de desempenho, crítica de imagem, resumos, etc. e tudo organizado por cores, tal como eu imagino que deve ser!

O meu pai, como muito boa gente deve saber, é psiquiatra e passa mais tempo a pensar sobre as "organizações sistémicas" do que sobre doenças mentais propriamente ditas. Mas, adiante. Num dia, há umas semanas atrás, contei-lhe sobre o meu fascínio pela cadeira e ele não ficou surpreso. No entanto, uns dias depois, interrompeu a minha sagrada hora de leitura e disse-me o seguinte: «Os planos de trabalho são instrumentos de trabalho e de vida fantásticos, mas retiram o mais importante do ser humano: a criatividade».

Naquele momento, como boa filha, ignorei-o e continuei o meu adorado Milan Kundera. Mas uns dias depois, aquela questão pairava ainda no meu subconsciente e recordei o fascinante pensamento de Karl Marx: "A criatividade é o que distingue os seres humanos".

Como passei muitas horas a preparar o meu plano de trabalho, tenho tudo perfeitamente controlado. Mas, ao elaborá-lo, perguntava-me «quando posso ser espontânea?».

A resposta surgiu dois dias depois quando o meu computador decidiu apagar o ficheiro todo e obrigar-me a fazer tudo de novo.

É assim a vida, quando queremos controlar tudo a natureza encarrega-se de estabelecer a ordem inata das coisas.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Crítica da imagem 1 - Correcção

  1. O governo escocês.
  2. Através desta campanha pretendia-se combater o racismo e promover a unidade dos escoceses. O tema da campanha era: “uma Escócia, muitas culturas”. O objectivo da campanha era apelar ao orgulho nacional dos escoceses e à sua vontade de tornar a Escócia num país culturalmente diversificado onde todos pudessem viver e trabalhar em conjunto para o bem-estar geral.
  3. A campanha utilizou uma abordagem positiva e inclusiva, não recorrendo à tradicional abordagem agressiva. Esta campanha combinou um conjunto de meios publicitários, incluindo televisão, cinema, rádio e outdoor.
4. A audiência alvo desta campanha era o povo escocês.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Análise de Imagem - uma viagem no tempo









Imagem 1

Quem comunica:

Quem comunica, no caso da imagem 1, poderá ser uma entidade escocesa ou uma empresa que pretenda criar um sentimento de pertença à Escócia.

O que comunica:

Na imagem 1, o elemento de destaque é a bandeira que está ligada a um grupo de pessoas. Comecei, portanto, por investigar a origem e a história da bandeira. Descobri que é a bandeira escocesa e que está associada à lenda de Santo André. Santo André, um dos apóstolos de Cristo, foi, segundo a lenda, crucificado numa cruz em forma de xis. Assim, a bandeira é um símbolo de sacrifício.

Nesta figura, podemos também observar um grupo de pessoas em esforço a lutar pela bandeira oficial da Escócia. Pela dupla associação, comunica-se um sentido de patriotismo, solidariedade, união, sacrifício e luta.

No plano de fundo, observamos um cenário marítimo que inclui um grande número de navios.

Como não sabemos exactamente quem comunica, arrisco uma análise contextualizada. Podemos, então, especular que o que se pretende comunicar é o sentimento de nacionalidade, pertença, união e identidade colectiva.

Como comunica:

Estes sentimentos são comunicados através da analogia às batalhas travadas entre escoceses e ingleses. As guerras entre diferentes nações criam, tendencialmente, um sentimento de irmandade, de identidade nacional, em que os diferentes membros do povo se identificam.

No caso de quem comunica ser uma entidade nacional, poderá usar a história como recurso para induzir no espectador um sentimento de irmandade. No entanto, se pensarmos que quem comunica é uma empresa estrangeira, a forma de comunicar seria diferente. Neste caso, a mensagem é transmitida pela solidariedade. Isto é, apesar de a empresa não ser daquele país, existe um sentimento de companheirismo nas lutas travadas e, por isso, uma identificação com a nação escocesa.

Para quem comunica:

Apesar de não termos acesso à origem da imagem, podemos considerar que se destina ao povo escocês.