sexta-feira, 30 de abril de 2010

American way

Ontem no telejornal 2, uma reportagem deixou-me furiosa. Os americanos estão descontentes com a liderança de Barack Obama.

Em alguns países do mundo felizmente existe liberdade de expressão e os Estados Unidos é um desses países. A reportagem mostrava meia dúzia de americanos a explicarem que estão insatisfeitos com a lei aprovada no Senado e no Congresso que alarga o sistema de saúde a uma maior parte da população.

Havia mesmo um senhor que comparava o Presidente a Hitler.

Caros americanos que participaram nesta reportagem: comam menos. A gordura e o ketchup alastrou, tal como um cancro, por todo o vosso corpo e agora afectou as vossas (já poucas) capacidades mentais.

Estive há quase dois anos em Nova Iorque. Como fanática do jazz e dos blues andavam feliz em plena Village. Mas, durante as nossas viagens dentro de Manhattan, apercebia-me de que, efectivamente, os americanos vivem no estereótipo. São gordos, pouco cultos e pouco inteligentes.

Vivem para os "hot dogs" (que aliás são repugnantes), para Holllywood e as suas "celebrities" como as "no brains" Paris Hilton e Kim Kardashian e para o futebol americano: um monte de "dudes" a empurrarem-se uns aos outros.

Enervam-me sobretudo porque têm recursos para tomar medidas que ajudem o mundo a recuperar de crises sociais e culturais. Enervam-me, em certa medida, porque têm artistas e políticos e médicos e advogados e militares como não há em mais nenhum lugar do mundo e não os reconhecem e transformam tudo num show. Há qualquer coisa dentro deste povo, uma espécie de intuição para o show business.
Mas enervam-me principalmente porque são como nós quando não reconhecemos os nossos cientistas e artistas e engenheiros e médicos.

Por isso, amigos, se estão descontentes mandem para cá o vosso "ávido marxista" que o povo agradece e precisa.

E façam um favor às milhares de pessoas que morrem de fome todos os dias: comam menos.