segunda-feira, 17 de maio de 2010

Intolerância

Sou intolerante à intolerância. Não gosto de labels, não gosto de cópias, não gosto de show-off. Gosto de simplicidade, da diferença, da tolerância.

Sou crítica porque abraço a indiferença. Sou crítica porque gosto que a diferença se engrandeça e fique tão forte que ninguém possa dizer: "já vi isto em algum lugar". Sou crítica porque gosto de minorias ou gosto de minorias porque sou crítica. Sou crítica porque gosto de ensinar. Sou ainda mais crítica porque não vivo sem aprender. Sou crítica porque gosto da verdade, sou crítica porque sou eu, não sou um vazio de exigências que, num ciclo vicioso, regressam ao vazio.

Sou crítica, sou (in)tolerante, sou eu.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Never kiss and tell

Hoje, a pedido do meu amigo Diogo (provavelmente o único leitor assíduo, porém nunca comentador do meu blog), vou contrariar a célebre frase e contar uma coisa pessoal.

Eu não gosto de partilhar os meus segredos. Quando era mais nova (sim, agora estou quase a chegar aos vinte, altura de assinar a certidão de óbito), com facilidade recorria aos meus amigos e familiares quando me sentia triste, quando tinha um problema na escola, quando me zangava com os meus amigos, quando me apaixonava, quando não era correspondida, quando tinha sonhos, desejos e ambições.

Não deixei de gostar de partilhar as minhas coisas, mas às vezes sabe bem saborear os segredos, saber que são nossos. Mesmo que sejam coisas que para os outros não vão ter importância, é bom saber que há um sonho que é só nosso.

Mas não é só isso, com o tempo, tornei-me mais choosy em relação às pessoas a quem me confesso. A maioria provavelmente não entenderia o meu lado profundamente enraizado de sonhadora. Não é da crítica que tenho medo, tenho medo que os outros não partilhem os meus sonhos, não os sintam como seus, não os desejem tanto como eu desejo.

No fundo, tenho medo que os meus amigos e família não me vejam como sou. Eu sou sonho, alegria e tristeza, sou música e livros, sou o meu expresso matinal com duas colheres de açúcar, sou as conversas com a Zita, sou o ping-pong, sou a condução, sou os livros de psicologia, sou pensamento, sou vida.

Sou tanto e em tão pequena dimensão. Sou os meus segredos. Sou Eu.